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Características

 

Estes tipos de técnicas são desenvolvidas primordialmente em água aquecida a ponto de este calor ser capaz de propiciar relaxamento muscular e articular. Dá-se ênfase a movimentos corporais orgânicos, respeitando as amplitudes de movimento de cada articulação. Realiza-se ”alongamentos” musculares suaves e indolores, visando atuar nos meridianos assim como pressionando pontos energéticos específicos, desobstruindo o canal energético composto por estes meridianos. O ambiente deve ser silencioso e meditativo para que se atinja um alto grau de relaxamento.

O espaço mínimo que se utiliza é de uma piscina de 3x3m. Este é um detalhe interessante que visa projetar o trabalho para o futuro já que a cada vez mais a energia para aquecer piscinas se torna um serviço com preço elevado.

A profundidade ideal varia de acordo com a altura do profissional que irá atuar nesta piscina. O ideal é: o profissional com as pernas abertas um pouco mais que o tamanho de seus ombros, com a água atingindo o meio de seu tórax.

Os melhores profissionais normalmente são os mais altos que podem utilizar sua envergadura para promover movimentos amplos  aproveitando os princípios físicos da água ao máximo. No entanto, existem técnicas, como a técnica de utilizar um flutuador comprido, como extensão do braço do terapeuta, na fossa poplítea, que auxilia muito os profissionais de menor estatura.
Normalmente este tipo de técnica utiliza um braço do terapeuta para dar o suporte a cabeça durante todo o tempo em que o paciente flutua, enquanto o outro membro superior do terapeuta atua com movimentos e manipulações.

Para que se economize energia e preserve a integridade física do profissional, este deve estar focado na biomecânica correta. Um detalhe que auxilia é sempre colocar atenção no Core (abdômen) que deve estar direcionado para a região do corpo do paciente que se está manipulando.

O contato entre o terapeuta e o paciente muitas vezes aparenta ser próximo. No entanto, o toque em locais pré estabelecidos pela técnica, faz com que o paciente sinta-se confortável e seguro.

Normalmente damos suporte em locais com pouca enervação como, occipital, sacro, parte posterior da coxa, ombros etc. Evitamos tocar partes sensíveis que possam dar uma interpretação errada.

O profissional usa a parte externa dos antebraços e das mãos para tocar o paciente quase que a maioria do tempo, podendo utilizar variáveis de acordo com a aceitação da terapia e o nível de entrega do paciente.  

As empunhaduras também devem ser suaves caso sejam necessárias. O profissional utiliza a eminência tenar e hipotenar (parte fofa da mão) como um encaixe perfeito na fossa poplítea. (parte de trás dos joelhos), evitando o contato de suas estruturas ósseas com as estruturas ósseas de quem recebe o relaxamento.

Detalhe de suma importância, o nível de confiança estabelecido entre o profissional e o paciente deve ser o mais elevado possível para que se possa atingir um alto grau de relaxamento muscular.

Outro detalhe que pode não ser tão importante mas que, carateriza este tipo de técnica de relaxamento em piscina é a iluminação que pode ser baixa, fazendo com que não seja estimulada o sentido da visão.

Durante o estado meditativo que o paciente é levado, deve-se evitar o toque de seu corpo em estruturas da piscina como paredes e escada, ou no caso de ser um atendimento em grupo tocar em outro praticantes.

Por termos uma grande quantidade de enervação no rosto deve-se evitar que a água se aproxime da boca, para que o reflexo de mergulho não seja estimulado.

O reflexo de mergulho tende a impedir a respiração mais ampla e pode causar desarmonia no fluxo respiratório e na cadência dos movimentos.

O profissional evita dar passos pela piscina, trabalhando em um quadrante pequeno. Se necessário dar passos, fazer de maneira suave e segura, evitando que o impacto de cada passada irradie para o corpo de quem recebe a sessão.
 
Durante o primeiro momento, em especial, deve-se evitar colocar e tirar os ouvidos de dentro d'água. Isto pode chamar a atenção do paciente que pode começar a contrair a musculatura, que é um efeito não desejado, já que buscamos justamente o contrário, o relaxamento muscular.

 

 2014 - Aquadinamic

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